5º campeonato · Vazio
Várias vezes, do alto, vês o azul. Como o ozônio, instável e reativo. Multiplo em camadas, como chamas até então acesas. Por hora apagadas. Três vezes oxigênio, que na ânsia sobe. Como azia, aperta hiato peito. No vácuo, acende e inunda espaços nada vazios. Horizontes curvos, por vezes apontam menor trajeto. Percebes, como tragédia, o imperfeito
5º campeonato · Estrela
A estrela de cinco pontas não caberia na palma da mão. Mesmo assim, seus cinco dedos apontavam em sua direção. Atentos, como garra. Em tentativa falha, no ar, de segurar aquilo que não se encaixava. Ao insistir, acabou por cerrar o punho. Assim, direcionou cada apontamento ao centro. Como quem aponta para dentro de si.
5º campeonato · Pétala
Começou com bem me quer, em vida ímpar. E terminará com bem me quer, em vida par
5º campeonato · Pétala
O que formas, em conjunto que coroas? Ao ar, prestes a semear atração colorida. Sedosa folha, sem ceder ao espinho. Em pé, te ergues muitas vezes colorida. Perfumada, se espalhas no ar. Em pétalas, repete repleta vida. Modificada, transforma circular perspectiva
5º campeonato · Corpo
Mesmo se fazendo em pedaços, não havia mais par. Ao partir. Como estar em múltiplos e, ao mesmo tempo, só. Não é pouco, quando se tenta mensurar ausência. Na alma, nada calma. Cama vazia, essência. Distante atenta, fracassa. Espera, isola da mente. Velório, sem corpo presente