5º campeonato · Baralho
Ainda sinto o perfume, ao lado da carta, o copo vazio, o semblante marmoriza com o tempo .
5º campeonato · Baralho
Ainda sinto o perfume, ao lado da carta, o copo vazio, o semblante marmoriza com o tempo .
5º campeonato · Baralho
O trem balançava enquanto o baralho passava de mão em mão, no meio o prêmio molhava.
5º campeonato · Baralho
A mão molha.
As peças sujas pelo uso.
Na mesa cerveja e baralho.
No bar o rebolado.
Da rua saí.
Resta chorar.
5º campeonato · Cebola
Os olhos choravam, enquanto corta. Os dedos soltos se misturam as cascas no lixo.
5º campeonato · Cebola
As lágrimas surrupiaram seus sonhos, era mulher agora.
5º campeonato · Cebola
Mesmo fincada em raízes, ela se debulhou em lágrimas, cortará mais que os bulbos antes de pôr-se à mesa, cortará sua alma junto às estrelas, enquanto eles dispersaram-na no ar.
5º campeonato · Cebola
Dá cebola tirei a água que rega os sonhos encharcados no carmesim.
Embebidos agora em pesadelos.
Esqueci de viver!
Enterrei-os na areia do quintal.
5º campeonato · Cebola
Arrancou as flores da cebolinha, espetou no uniforme na esperança de afugentar o vampiro dos sonhos de menina.
Sua mãe brigou.
4º campeonato · Drama
As folhas gelam a dança no ar, parecem presas a velhas teias de aranha, nem a menor lufada tira-as da letargia. Prendo-me também, quero vomitar a dor cada palmo de dor aumenta o abismo. A dor caminha pela ribanceira, e junto nasce em mim o momento derradeiro, caminho. Vou, não olho para trás, os segundos, vou e junto as folhas gelam a dança no ar.
4º campeonato · Policial
Atravessei o saguão, queria afogar os testículos. No entanto , o peso deles se juntava as algemas. O policial sorria e acalmava a mulher.
4º campeonato · Policial
_ vou policializar o morro, para que não sobre nenhum adjetivo_ o cabelo denuciava a idade. Quando chegou no morro, todos correram para trocar seus adjetivos. Agora não tem mais adjetivos, somente um único sai dos olhos das mães.
4º campeonato · Ontem
Título: Hecatombe Ontem o dia brilhou como nunca visto, eu fiquei preso na parede. Quando me acharam já era tarde. Cravado na parede , agora só sombra nada mais.
4º campeonato · Alunos
Título:Na cadeira Abaixei a cabeça, espero vir o tapa que não vêm. Quando levanto, o olhar forte me castra, o cinto corta as costas. Não deveria ter me levantado. Agora, sou um dos melhores alunos. E minha cadeira furou o pneu.
4º campeonato · Rasgar
A vida sai das veias, o corte rasga o céu.
Quando olha, seus braços seguram seu Sol.
Nada impede o brilho daquele olhar te iluminar.
Triunfar na dor, seu último suspiro é o nome, nada mais.
Textos publicados pelo autor nos comentários do @3serpentes durante os campeonatos de microcontos.
Escolha um campeonato e uma palavra, e leia um por um, até o último.