5º campeonato · Marca
A chuva molhava o rosto cansado de Maria. Ela subia a calçada de braços escorridos. A noite estava chegando. De respirar ofegante chegou a casa. Os filhos petguntaram o que ela tinha no rosto a sangrar? Ela apenas respondeu apenas, não desisti!
5º campeonato · Baralho
No baralho de cartas havia a vida a pulsar em várias direções
5º campeonato · Baralho
Era pequenina como uma formiga. Quase invisivel aos olhos dos demais. Porém estava escrito no baralho de cartas que ela já era grande. Haveria de ser grandiosa na essência mesmo sendo assim, tão pequenina.
5º campeonato · Baralho
Estava assinalado que ela seria feliz. Mas para isso teria que aprender a transformar as coisas dificeis em luz de um novo dia.
5º campeonato · Cebola
Cheirava a cebola porque o suor do seu trabalho era uma canseira de água desde o nascer do sol até o anoitecer.
5º campeonato · Cebola
Chorou muito naquele dia. Depois de descascar o amor para tocar a sua essência, havia um vazio tao grande molhado de lágrimas.
5º campeonato · Cebola
Eram camadas sobrepostas uma sobre a outra como se a alma da gente fosse uma cebola ainda por descascar.
5º campeonato · Nota
Mãe negra de mãos cansadas segura o filho junto ao peito. Mãe negra embala o regaço e no fundo da algibeira tem uma nota de 5 euros para o sustento do filho que chora de fome no seu ventre.
5º campeonato · Nota
A melhor nota nao foi atribuída ao miúdo que tinha feito uma prova excelente. Alem de nome simples, José ficou em silencio observando o resultado.
5º campeonato · Nota
Depois de um dia árduo de trabalho recebeu recebeu o pagamento. A nota que recebeu era menor do que a do cokega que tinha feito o mesmo dia de trabalho do que ele. Ao tentar perceber o acontecido foi-lhe exclarecido que por ser begro receberia menos do que o colega que era branco. Engoliu o confronto e calou a resposta. Mas haveria alguem que um dia explicaria o porquê de tamanha injustiça!
5º campeonato · Nota
Ninguém notou que ele chorava por dentro. Eu tomei nota da dor que senti.
5º campeonato · Desejo
Sabia que a vida estava dificil e que a guerra dos homens era dor. Ouvia o coração da vuda a bster acelarado. Desejava ardentemente que o mundo fosse AMOR.
5º campeonato · Desejo
Não tinha nome nem identificação e o estomago estava vazio e o corpo reclamava alimento. Todos os dias passava uma multidao apressada que ignorava o medo de ser menos. Desejava um segundo de vida para ouvir alguém lhe desejar bom dia.
5º campeonato · Desejo
Diziam que era velho apesar do brilho imenso no olhar a irradiar sol em varias direções. Diziam que já estava velho mas ele sentia a alma de criança a pular. Desejava que a sua força invisível ultrapassa-se as barreiras do olhar.
5º campeonato · Ninguém
Plantei uma semente no jardim. O fruto cresceu e alimentou bocas. Ninguem valorizou a importância deste gesto tao banal.
5º campeonato · Ninguém
Era um dia dificil. Chorou e riu. Sorrindo, chorou. Subiu ao penhasco e gritou mais alto. Embarcou na asa de pássaro mas ninguém deu por isso. Mais tarde perguntaram quem era? Nínguem sabia.
5º campeonato · Ninguém
Estendi sobre a mesa o pão de cada dia para partilhar o instante. Coloquei uma rosa para inspirar o instante. Nao apareceste e ninguem sabe que ainda hoje espero por essa partilha.
5º campeonato · Vazio
Escancara janelas e abre a porta dos sonhos, nao deixes a usencia de ti, ser um imenso vazio gelado a desaguar numa rua qualquer.
5º campeonato · Vazio
Os olhos estavam baços e a alma esburacada, vazia. Buscava a substância danvida, o amor.
5º campeonato · Estrela
Havia uma luz que iluminava os passos. Era noite de céu estrelado e a estrela brilhava dentro de nós.
5º campeonato · Pétala
A menina guardava a petala no meio do livro. Tinha sido a avó que lhe deixara este presente para guardar perto do coração.
5º campeonato · Pétala
A Maria guardava a pétala e todos os dias sentia que era uma flor.
5º campeonato · Pétala
A pétala esvoaçou com o vento. Úma nova estação estava chegando.
5º campeonato · Corpo
O corpo envelheceu mas a alma era de criança. Nao sabia o que fazer com aquela voz de criança que pulava dentro de si, quando as pernas e os braços estavam escorridos ao l9nho do corpo sem forças para abraçarem.