11º campeonato · Ficção
Amarelo é a minha cor favorita.
Amarelo nas vestimentas, no armário, nos utensílios, nas sandálias. Dizem que exagero, mas não é ficção — é escolha. Enquanto o mundo anda em tons neutros, eu visto sol. Quem disse que felicidade não pode ter cor? 💛
11º campeonato · Ficção
Numa teia de interesses, onde todos fingiam ser o que não eram, Adão queria desvendar cada fio oculto. Fixava-se em Adelaide, lendo-lhe os silêncios, os lábios entreabertos, a pele serena. Mas não era o único a observá-la. Naquela trama, quem parecia caça talvez já tivesse escolhido o caçador.
11º campeonato · Ficção
Quem poder me segui agradeço, preciso de apoio🙌🙌🙌
11º campeonato · Ano
Cinco décadas passaram num piscar de olhos. Atravessei um túnel do tempo feito de risos, tropeços, amores, frustrações e conquistas. Cinquenta anos! Suspirei fundo: “Ufa!” Quando o despertador tocou, acordei aliviada. Ainda não era a festa — era só um sonho. Mas confesso: já estou pronta para celebrar. 🎉
11º campeonato · Ano
Ano de eleição. Chovem promessas, florescem propostas. E os projetos já aprovados — saíram da gaveta ou continuam acumulando poeira? Enquanto isso, seguimos vivendo, ano a ano, num planalto de discursos altos e atitudes rasteiras. Afinal, promessa não falta; cumprimento é que vive em campanha.
11º campeonato · Toa
Triste realidade: a estrutura erguida, pronta para ser hospital. Salvaria vidas. Hoje, abriga apenas vento e mato alto — esquecida na gaveta das promessas.
11º campeonato · Toa
Pela madrugada, ela acordava, repetia gestos, vestia o cansaço e saía. O olhar, opaco, atravessava dias idênticos. Trabalhava, voltava, dormia. A semana corria; a vida, não. Era rotina erguida — à toa.
11º campeonato · Toa
Doente demais para pensar. Doente demais para reagir — era o que repetia a si mesma. No casamento, cada tentativa de paz morria à toa. Até que, numa noite qualquer, o silêncio tremeu. O grito que guardava há anos finalmente encontrou voz. E ele ouviu.